Não posso ser apenas designer, esquecer o entorno, sou fruto do meu olhar, falar de cinema é algo que deixa em mim a certeza das minhas limitações, mas ouso falar-vos como leiga, portanto conceitos errôneos postulados são completamente plausíveis.
Nessa dialética culta, a arte cinematográfica, e substancialmente à margem de minha simples existência, debruço-me sobre a recente obra de David Cronengerg. Apresentá-lo seria de total ousadia, afinal quem merece qualquer apresentação seria eu, simples e anônima mortal, mas você o conhece tenho certeza, mas se assim não for, ninguém melhor que Isabela Boscov, para o fazê-lo, com uma excelente e rápida linha sobre este diretor de narrativa audaciosa e desafiadora.
Após assistir ao link acima, apenas a complementaria, o assunto aqui é VIDA.
E em se tratando de vida, nada mais justo que citar Sigmund Freud, neurologista, poucos sabem disto, e criador da ciência da “cura pela fala”.
Este é o primeiro filme dirigido por Cronenberg sobre o triângulo psicanalítico de que se tem notícia. Quando Carl Gustav Jung (Michael Fassbender) tem o primeiro contato com sua paciente Sabina Spielrein (Keira Knightley) sabemos que da relação “analisando/analisado” é comum surgir romance, caberia ao “profissional” saber reconduzí-la a outro colega que pudesse seguir com o tratamento da paciente, mas feliz ou infelizmente tal fato não se deu a Jung. Dessa relação com a paciente Jung provará o gosto da paixão e deixará de ser analisado para tornar-se objeto de análise.
Este é o primeiro filme dirigido por Cronenberg sobre o triângulo psicanalítico de que se tem notícia. Quando Carl Gustav Jung (Michael Fassbender) tem o primeiro contato com sua paciente Sabina Spielrein (Keira Knightley) sabemos que da relação “analisando/analisado” é comum surgir romance, caberia ao “profissional” saber reconduzí-la a outro colega que pudesse seguir com o tratamento da paciente, mas feliz ou infelizmente tal fato não se deu a Jung. Dessa relação com a paciente Jung provará o gosto da paixão e deixará de ser analisado para tornar-se objeto de análise.
O encontro com Sigmund Freud (Viggo Mortensen) faz Jung questionar o mestre entre a interpretação de certas neuroses pelo viés sexual (teoria da qual não discorda, mas acha limitante) e sua crença mística e proposta de análise de fenômenos parapsicológicos, abordagem que Freud é radicalmente contra, essa contraposição jungiana, o levará ao conceito do inconsciente coletivo.
Para tanto segundo críticos de cinema, em "Um Método Perigoso", Cronenberg tomou como base de sua pesquisa a peça "The Talking Cure", de Christopher Hampton - também corroteirista – que realizou uma “ficção” sobre este encontro entre o pai da psicanálise e um de seus mais criativos discípulos, antes que diferenças inconciliáveis os separassem, Aos poucos, afirmam-se as diferenças entre os dois - não só de idade, classe social, religião (Freud era judeu, Jung, protestante) e personalidade. Essa é uma temática extremamente veemente no filme em uma Alemanha pré- Hitler. É esse conflito de saberes e como a vida pessoal influencia na maneira do “pensar” que encontramos nesta obra, que é mais que recomendada para todos, não só para psicanalistas e ou amantes das teorias freudianas e jungianas, é um filme para se apreciar os diálogos, as paisagens, o vestuário e acreditar o quanto o cinema nos implusiona a questionar, pensar e postular, ouso dizer-vos, portanto assistam-o, IMPERDÍVEL!
http://www.youtube.com/watch?v=e1eE86u6eP0
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